lunes, 10 de octubre de 2011

ANTIMICROBIANOS: AJO, GENGIBRE, ORÉGANO




DEMOSTRACIÓN DEL EFECTO ANTIMICROBIANO DE LOS ESTRACTOS DE AJO, GENGIBRE Y ORÉGANO EN CULTIVOS DE HELICOBACTER PYLORI.



AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIMICROBIANO DOS EXTRATOS DE ALHO, GENGIBRE E ORÉGANO EM CULTURAS DE Helicobacter pylori


Carlos Eduardo Coral de Oliveira1; Patricia Stadler Rosa Lucca1; Ligiane de Lourdes da Silva1; Pamela Marca2; Francielly Alberti Duarte2
Faculdade Assis Gurgacz ,Cascavel, Paraná

RESUMO

Cerca de mais da metade da população humana é colonizada pela Helicobacter pylori (H. pylori), uma bactéria Gram-negativa microaerofílica. Se não tratada, a infecção pode perdurar por muitos anos e leva a patologias gástricas severas, incluindo úlceras gástricas e duodenais, além de linfomas e adenocarcinomas gástricos. As propriedades biológicas do alho (Allium sativum) e do orégano (Origanum vulgare) são amplamente relatadas, e vem sendo demonstrado o efeito bactericida de seus extratos sobre o H. pylori. Os efeitos terapêuticos do alho incluem atividades antioxidante, anti-cancerosa, anti-inflamatória, hipoglicemiante, imunomoduladoras, além de efeitos sobre o sistema cardiovascular e endócrino. Estudos recentes têm demonstrado que o extrato de orégano apresenta atividade antioxidante, antimicrobiana e imunomoduladora. Outra espécie que possui várias propriedades medicinais é o gengibre (Zingiber officinale Roscoe). Suas ações já foram comprovadas através de estudos científicos, citando-se as atividades: antiinflamatória, antiemética, antináusea, antimutagênica, antiúlcera, hipoglicêmica, antibacteriana, entre outras. Os gingeróis e os shogaóis são os compostos fitoquímicos responsáveis pela atividade farmacológica antimicrobiana do gengibre. Embora estudos tenham demonstrado a atividade antibacteriana isolada dos extratos derivados destas plantas, a associação destes ainda não foi observada sobre cultura de H. pylori. Esta associação de plantas medicinais e antibióticos poderia otimizar o tratamento de pacientes com úlcera, por apresentarem ação sinérgica. Neste contexto, este projeto pretende avaliar a atividade anti-H. pylori dos extratos aquosos, isolados e conjuntos, de alho, gengibre e orégano, através do método de concentração inibitória mínima.

Palavras-chave: Helicobacter pylori, antimicrobianos, plantas medicinais.

1 INTRODUÇÃO

Centenas de plantas distribuídas por todo o mundo são usadas na medicina tradicional para o tratamento de infecções bacterianas. Algumas destas têm sido utilizadas em estudos de screening in vitro para a avaliação dos seus efeitos. Entretanto, a eficácia das drogas vegetais continua sendo questionada.
A terapia antibiótica com drogas convencionais é efetiva no tratamento das infecções bacterianas, mas os problemas com a resistência bacteriana vêm aumentando, exigindo a constante busca por novas soluções e terapias (MARTIN & ERNST, 2003). Tem sido crescente a investigação da potencialidade antimicrobiana de produtos vegetais (ANDREMONT, 2001).
Embora os produtos naturais não sejam necessariamente mais seguros aos antibióticos sintéticos, alguns pacientes preferem fazer uso de medicamentos fitoterápicos. As plantas são conhecidas por serem fonte de compostos fitoquímicos que são benéficos para a saúde e poderiam também prevenir doenças. Inúmeros estudos têm sido propostos com o intuito de se encontrar novos agentes antimicrobianos de plantas contra vírus, bactérias e fungos.
A infecção pelo Helicobacter pylori atinge 70 a 90% da população dos países em desenvolvimento. Todos os pacientes desenvolvem inflamação gástrica crônica, mas esta condição geralmente é assintomática. Esta gastrite não constitui uma doença por si só. É conhecido que o H. pylori é o agente etiológico de quase todos os casos de úlcera péptica em adultos e que o tratamento que erradica a bactéria leva a cura das úlceras. A presença de infecção por H. pylori também está fortemente associada com o risco de desenvolvimento de atrofia gástrica, que se caracteriza como uma lesão precursora ao câncer gástrico (DUNN et al, 1997).
Assim, o H. pylori está associado aos adenocarcinomas do estômago, na porção distal. A infecção também se relaciona com o desenvolvimento de tumores difusos no estômago e no intestino. Esta associação é extremamente importante uma vez que, do total, o câncer gástrico é a segunda maior causa de morte por câncer no mundo (NEUGUT et al, 1996).
A terapia atual e mais efetiva no tratamento de úlceras pépticas consiste de três agentes farmacológicos: um inibidor da bomba de prótons, como o omeprazol, e dois antibióticos, claritromicina e amoxicilina ou metronidazol. Entretanto, a prevalência dos distúrbios associados à resistência aos antibióticos tem aumentado, principalmente em algumas regiões do mundo.
A investigação de úteis e viáveis compostos alternativos para a erradicação e controle das infecções bacterianas tem sido impulsionada pela crescente preocupação deste tema em saúde pública. Estudos científicos realizados com especiarias, seus produtos derivados e plantas têm mostrado resultados satisfatórios na eliminação de microorganismos (KINZIL; SOGUT, 2003).
Neste contexto, vários estudos têm buscado observar os efeitos antimicrobianos dos extratos de plantas contra o H. pylori (O’MAHONY et al., 2005).
O uso do alho (Allium sativum) na dieta e na medicina tem sido preservado durante séculos. A maior parte dos seus efeitos profiláticos e terapêuticos é devida aos compostos organosulfurosos específicos, solúveis em água e em óleo, que são responsáveis pelo odor e sabor típicos do alho (SIVAM, 2001).
O orégano (Origanum vulgare), considerado pelos antigos romanos como símbolo da paz e da felicidade, além de ser utilizado como tempero, apresenta propriedades terapêuticas. Seus componentes ativos estimulam as funções gástricas e biliares, auxiliando nas dispepsias, enjôos e estomatites. Os efeitos terapêuticos antimicrobianos do orégano são devidos principalmente aos compostos fenólicos do seu extrato, como o ácido rosmarínico (LIN et al., 2005).
Outra espécie que possui várias propriedades medicinais é o gengibre (Zingiber officinale Roscoe). Suas ações já foram comprovadas através de estudos científicos, citando-se as atividades: antiinflamatória, antiemética, antináusea, antimutagênica, antiúlcera, hipoglicêmica, antibacteriana, entre outras (WHO, 1999; UTPALENDU et al., 1999).
Embora estudos tenham demonstrado a atividade antibacteriana isolada dos extratos derivados destas plantas, a associação destes ainda não foi observada sobre cultura de H. pylori. Segundo Nostro e colaboradores (2006), a associação de plantas medicinais e antibióticos otimizaria o tratamento de pacientes com úlcera, por apresentarem ação sinérgica.
Desta forma, este trabalho propõe-se a avaliar os efeitos antimicrobianos dos extratos aquosos do alho (Allium sativum), do gengibre (Zingiber officinale Roscoe) e do orégano (Origanum vulgare) em cultura de Helicobacter pylori, através do método de diluição em ágar.

2. ASPECTOS GERAIS DO Helicobacter pylori

Em meados dos anos 80, o Helicobacter pylori foi inicialmente isolado de biópsias gástricas submetidas a exames histológicos. Estes organismos não estavam presentes na mucosa gástrica, mas na camada de muco que reveste o tecido do estômago (MARSHALL, 1989; WARREN & MARSHALL, 1983).
Atualmente, o H. pylori está associado com importantes doenças envolvendo o tecido gastroduodenal. É conhecido que a infecção por H. pylori está fortemente associado à presença de inflamação na mucosa gástrica (gastrite superficial crônica), e especialmente com a infiltração de células polimorfonucleares (gastrite crônica ativa). Evidências têm indicado que uma vez adquirido, o H. pylori persiste por toda a vida do indivíduo, ao menos que seja erradicado pela terapia antimicrobiana (BLASER, 1992; BLASER, 1997).
Além disso, tem sido descrito a presença da bactéria em ulcerações duodenais e gástricas, e que ela está ligada ao desenvolvimento de adenocarcinomas de estômago, linfoma não-Hodgkin gástrico, desordens linfoproliferativas e linfomas de tecido linfóide (EIDT; STOLTE; FISCHER, 1994; WOTHERSPOON et al.; 1992). Salienta-se que a erradicação do H. pylori com antimicrobianos em pacientes com linfoma leva a regressão do tumor (BAYERDORFFER et al., 1995; WALT, 1996; WOTHERSPOON et al., 1993).
O H. pylori frequentemente é encontrado em estômagos de humanos em todas as partes do mundo (além de comumente isolado de primatas não humanos). Nos países desenvolvidos observou-se que a maioria da população portadora do H. pylori adquiriu a infecção antes dos 10 anos de idade (TAYLOR; PARSONNET, 1995).
Nenhum reservatório substancial do H. pylori foi encontrado, a não ser o estômago humano. Portanto, quanto à transmissão, acredita-se que o H. pylori seja capaz de migrar do estômago de um indivíduo para o outro, por uma destas três vias: iatrogênica, através de tubos, endoscópios ou instrumentos médicos; fecal-oral, talvez o mais importante; e oral-oral (KATOH et al., 1993; KLEIN et al., 1991; MEDRAUD, 1995; THOMAS et al., 1992; TYTGAT, 1995). Nenhuma associação com a infecção através da transmissão sexual foi identificada.
O H. pylori é uma bactéria gram-negativa, microaerofílica, espiralada, com tamanho aproximado de 0,5 a 1,0 μm. Apresenta de quatro a seis flagelos, essenciais para a motilidade bacteriana.
O genoma da bactéria é composto por aproximadamente 1,67 milhões de bases nitrogenadas, além de plasmídios de 1,5 até 23,3 mil bases, que não constituem fatores de virulência bacteriana. Devido às localizações variáveis entre inúmeros genes no mapa genético do H. pylori, acredita-se que ocorram altas taxas de rearranjo gênico (BUKANOV; BERG, 1994; JIANG; HIRATSUKA; TAYLOR, 1996; TAYLOR et al., 1992).
Os isolados de H. pylori exibem atividade quinase para glicose, que está associado com a membrana celular. Além disso, foi identificada uma atividade enzimática característica da via das pentoses neste microorganismo (MENDZ; HAZELL, 1992).
Estudos do metabolismo do H. pylori estão rapidamente expandindo a compreensão básica deste importante patógeno. Entretanto, a identificação de uma via única de metabolismo, que poderia servir como alvo terapêutico com mínimos efeitos para o hospedeiro, ainda não foi descrita.
In vitro, cepas de H. pylori são suscetíveis a uma infinidade de agentes antimicrobianos. Mas, existem controvérsias entre os testes de susceptibilidade in vitro e a resposta do paciente a terapia (van ZWET; THIJS; GRAAF, 1995; WEEL et al., 1996).
Os antibióticos utilizados no tratamento das infecções por H. pylori são principalmente: o metronidazol, a claritromicina ou a amoxicilina, e um inibidor da bomba de prótons, como o omeprazol. Embora a terapia antibacteriana descrita seja utilizada com freqüência, a prevalência da resistência bacteriana a estes agentes tem atingido 70% em alguns países (GLUPCZYNSKI, 1992; OLSON; EDWARDS, 1995; REDDY et al., 1996).
Desta forma, a busca por terapias alternativas ou complemetares torna-se, de fato, um alvo importante para novas pesquisas, contribuindo com a redução dos índices de resistência bacteriana e na recuperação dos portadores.

3. PRINCIPAIS ASPECTOS DO ALHO

O alho é uma hortaliça, da família Liliaceae, formada por bulbilhos (dentes), em número variável, consistindo num bulbo, sendo protegidos individualmente por uma túnica e coletivamente por outra túnica de folhas secas. É um produto reconhecido pelo seu valor medicinal e usado principalmente como tempero.
O alho adquiriu uma reputação como agente medicinal terapêutico e profilático formidável em muitas culturas (BANERJEE; MAULIK, 2002). Esta espécie tem atraído uma atenção especial na medicina moderna devido a sua utilização em todo o mundo e pela crença em um produto que proporciona boa saúde e vigor mental.
Até o momento, muitos estudos têm relatado inúmeros efeitos experimentais e clínicos favoráveis das preparações de alho, incluindo seus extratos. O alho fresco macerado tem sido utilizado amplamente nos estudos científicos por ser a forma mais comum de consumo e por consistir essencialmente do extrato aquoso desta hortaliça.
A alicina (alil 2-propenotiossulfinato ou dialil tiossulfinato) é conhecida por ser o principal composto bioativo presente nos extratos aquosos do alho e no alho fresco macerado. Quando o alho é picado ou esmagado, a enzima alinase é ativada e age na alina (presente no alho íntegro) para produzir a alicina. Outros compostos sulfurados presentes no alho macerado são o alil metil tiossulfonato, 1-propenil alil tiossulfonato e γ-L-glutamil-S-alquil-L-cisteína. A concentração de adenosina aumenta várias vezes quando o macerado é incubado em temperatura ambiente.
A enzima alinase, responsável pela conversão da alina (S-alil cisteína sulfóxido) em alicina é inativada pelo calor. Então, o extrato aquoso do alho aquecido contém principalmente alina. A composição do alho em pó, ou seja, preparado pela pulverização e desidratação, apresenta essencialmente a mesma atividade da alinase que o alho fresco. Entretanto, a temperatura de desidratação não deve exceder 60ºC, acima da qual a alinase é inativada (LAWSON, 1998).
Outra preparação amplamente pesquisada é o extrato de alho envelhecido (EAE). Esta preparação refere-se ao alho fresco fatiado, estocado em etanol a 10-20% por um período de 20 meses. Todo este processo pode contribuir para a redução da alicina e aumento da atividade de certos compostos, como a S-alil-cisteína (SAC), S-alilmercaptocisteína, alixina e selênio que são estáveis, altamente biodisponíveis e significativamente antioxidantes (BOREK, 2001). Outro composto antioxidante recentemente identificado do EAE é o N-alfa-(1-deoxi-D-fructos-1-il)-L-arginina (Fru-Arg) que não está presente no alho fresco e no alho aquecido (RYU et al., 2001).
A obtenção do óleo de alho, utilizado medicinalmente, se dá pelo processo de destilação por arraste de vapor. O produto obtido consiste em dialil (57%), alil metil (37%) e dimetil (6%) mono e hexa sulfito.
As principais ações de seus princípios ativos têm sido atribuídas a: i) redução dos fatores de risco das doenças cardiovasculares e do câncer, ii) estimulação do sistema imune, iii) aumento da detoxificação de xenobióticos, iv) hepatoproteção, v) efeito antimicrobiano e vi) efeito antioxidante.
A principal substância pungente que compõe o sabor característico do alho é o dialil dissulfeto que compõe aproximadamente 70% dos compostos voláteis deste produto (WU et al., 1996).

4. PRINCIPAIS ASPECTOS DO ORÉGANO

O orégano (Origanum vulgare), pertencente à família Lamiaceae, é uma erva perene na forma de arbusto e nativa das regiões Euro-Siberiana e Irano-Siberiana, sendo atualmente descritas 38 espécies deste gênero no mundo (ALIGIANIS et al., 2001).
O orégano possui várias características químicas e aromáticas, que são amplamente utilizados como insumos na indústria farmacêutica e cosmética, como erva culinária, como flavorizante de alimentos, em bebidas alcoólicas entre outros (ALIGIANIS et al., 2001).
Vários estudos relacionados aos diferentes extratos e óleos essenciais de Origanum vulgare têm demonstrado atividade antiinflamatória, antioxidante e propriedades antimicrobianas (MILOS et al., 2000). Dentre os principais compostos químicos do orégano, usando extratos aquosos e óleos essenciais foram identificados: flavonóides como a apigenina e a luteolina, agliconas, álcool alifáticos, compostos terpénicos, derivados do fenilpropano, ácidos cumérico, ferúlico, caféico, r-hidroxibenzóico e vanilínico (PASCUAL, 2001).
A atividade antimicrobiana está correlacionada aos fenóis carvacrol e timol, que possuem uma maior atividade contra microorganismos gram-negativos (EXARCHOU, 2002).

5. PRINCIPAIS ASPECTOS DO GENBIBRE

O gengibre (Zingiber officinale Roscoe), da família Zingiberaceae, é uma planta herbácea perene, cujo rizoma é amplamente utilizado em função de seu emprego alimentar, industrial e popular medicinal (DAHLGREN et al., 1985; TAVEIRA MAGALHÃES, 1997).
O gengibre é uma planta que apresenta de 1-3% de óleos essenciais (os sesquiterpenos), 2,5 a 5% de princípios picantes (o gingerol e shogaol) e 60% de amido. Os gingeróis, principalmente o [6]-gingerol são identificados como os maiores constituintes dos rizomas de gengibre frescos e têm sido atribuídos a eles vários efeitos farmacológicos: analgésico, antipirético, atividade anti-hepatotóxica, antinauseante e antiinflamatória (SURH et al., 2002).
Basicamente os gingeróis e shogaóis são os responsáveis pela maior parte das atividades terapêuticas do gengibre. O shogaol, que é um produto da quebra de gingerol produzido durante a secagem, é duas vezes mais pungente que o gingerol (SURH et al., 2002). A ação deste composto está relacionada com a ação antipirética, analgésica e antiinflamatória, inibindo principalmente a atividade da lipoxigenase (LEVY, 2006).
A atividade antimicrobiana do gengibre vem sendo amplamente pesquisada. Estudos demonstram que óleos e extratos do Zingiber officinalle apresentam ação inibitória em bactérias gram positivas e gram negativas, porém ainda há poucos estudos que relacionam o gengibre ao H. pylori (ALZOREKY; NAKAHARA, 2003).
6. METODOLOGIA

Cinco cepas em cultura de H. pylori provenientes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Laboratório de Imunologia/Genoma IV, serão adquiridas para realização dos testes.
Seguindo a Metodologia dos Testes de Sensibilidade a Agentes Antimicrobianos por Diluição para Bactéria de Crescimento Aeróbico, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em tradução permitida pelo Clinical Laboratory Standards Institute (CLSI), as bactérias serão repicadas em ágar chocolate enriquecido, em temperatura de 2-8ºC, por no máximo uma semana.
Antes do teste, será realizado subcultivos das cepas em placas de agar Müeller-Hinton (MH) e sangue de carneiro envelhecido (> 2 semanas) (5%v/v), a fim de se obter colônias isoladas.
As colônias são cultivadas ou suspensas para os testes de acordo com as técnicas recomendadas de preparação de inóculos, que consiste de uma suspensão salina equivalente à solução padrão de McFarland 2,0 (contendo de 1 x 107 a 1 x 108 UFC/mL), a ser preparada a partir de uma subcultura de 72 horas de uma placa de agar MH/sangue.
A preparação dos extratos de alho, gengibre e orégano foi realizada, à partir de duas concentrações: 5mg e 40mg/mL de alho descascado em solução salina estéril; 100mg e 200mg/mL de folha seca de orégano água destilada autoclavada; e 100mg e 200mg/mL de pedaços de rizoma de gengibre água destilada autoclavada. Todos os extratos foram feitos em triplicata, e passaram por processo de esterilização por filtração, em filtro micropore 0,4μm. Alíquotas dos extratos serão incorporadas ao meio de cultura, em diluições seriadas, para a realização dos testes de CIM.
O inóculo (1-3μL por ponto) é semeado diretamente nas placas de diluição em agar contendo os extratos vegetais. As placas serão incubadas a 35o C ±2 graus, por três dias, em atmosfera microaeróbica. O acompanhamento do crescimento bacteriano será realizado diariamente.
O controle positivo consistirá de bactérias cultivadas em ágar sem adição dos extratos vegetais, seguindo as mesmas condições de cultivo. O teste de esterilidade das placas servirá como controle negativo de crescimento bacteriano.

6.1 ANÁLISE DOS DADOS

Os testes serão realizados em triplicatas e anotados em planilhas. Posteriormente, os resultados serão ajustados e calculados através do software Statistica 6.0 (StatSoft).
Os dados serão redigidos sobre a forma de artigos científicos e trabalhos de conclusão de curso. Estes dados poderão ainda ser utilizados em experimentos in vivo, em projetos futuros de estudo de biodisponibilidade e ensaios de toxicidade.

7. RESULTADOS PARCIAIS

Os extratos aquosos de alho, gengibre e orégano, em duas concentrações diferentes, já foram produzidos. As respectivas concentrações dos extratos foram adotadas, uma vez que comprovadamente possuem atividade anti-bacteriana e anti-fúngica. Para evitar uma possível contaminação, os extratos aquosos precisam ser esterilizados para posteriormente serem adicionados ao meio de cultura para crescimento bacteriano.
Os integrantes do grupo de pesquisa têm se encontrado semanalmente para a realização de discussões de artigos científicos. Isto tem permitido a formação de um grupo de pesquisa para realização de estudos imunomoduladores dos extratos de plantas medicinais na FAG.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No momento, nenhum resultado obtido pode garantir uma das metas deste projeto de pesquisa, entretanto acredita-se este possa servir para o desenvolvimento de um produto fitoterápico, que complementaria a terapia medicamentosa para o tratamento das infecções por Helicobacter pylori, principalmente aquelas relacionadas a úlcera gástrica e a gastrite.
O desenvolvimento deste projeto tem auxiliado na divulgação e formação do conhecimento em fitoterapia e uso racional de plantas medicinais. A comunidade pode beneficiar-se da sua utilização na terapia contra afecções gástricas, diminuindo os custos com a aquisição de medicamentos.
O projeto permitirá o desenvolvimento de formas farmacêuticas líquidas, para uso concomitante com a terapia anti-H. pylori convencional. Numa próxima etapa, após a finalização deste projeto, já vem sendo discutida a possibilidade de desenvolver testes in vivo, para avaliação da eficácia da atividade anti-microbiana destes extratos em modelos experimentais induzidos de gastrite e úlcera gástrica.

9. REFERÊNCIAS

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domingo, 9 de octubre de 2011

BELLA POLINIZACION

La belleza poética de la polinización. Una danza de eterna vida. La simbiosis que hace posible nuestra salud.El momento cuando éstos pequeños seres, se alimentan y recogen la vida abundante y diversa, polinizando para nuestro beneficio.

domingo, 18 de septiembre de 2011

INVITACION: JORNADAS ETNOBOTANICA, INVESTIGACION FHC, 2011

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viernes, 9 de septiembre de 2011

REGIMEN ALIMENTARIO - OMS


Estrategia mundial sobre régimen alimentario,

actividad física y salud

ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD

VIERNES, 15 DE JULIO DE 2011

Se calcula que la ingesta insuficiente de frutas y verduras causa en todo el mundo aproximadamente un 19% de los cánceres gastrointestinales, un 31% de las cardiopatías isquémicas y un 11% de los accidentes vasculares cerebrales. Aproximadamente un 85% de la carga mundial de morbilidad atribuible al escaso consumo de frutas y verduras se debió a las enfermedades cardiovasculares, y un 15% al cáncer. El consumo actual estimado de frutas y verduras es muy variable en todo el mundo, oscilando entre 100 g/día en los países menos desarrollados y aproximadamente 450 g/día en Europa Occidental.

En el informe de una reunión consultiva de expertos organizada recientemente por la OMS y la FAO acerca de la dieta, la nutrición y la prevención de las enfermedades crónicas se recomendó como objetivo poblacional el consumo de un mínimo de 400 g diarios de frutas y verduras con el fin de prevenir enfermedades crónicas tales como las cardiopatías, el cáncer, la diabetes o la obesidad. En ese informe se afirma que hay pruebas convincentes de que las frutas y verduras reducen el riesgo de obesidad y enfermedades cardiovasculares y de que probablemente también reduzcan el riesgo de diabetes. El informe señala que los tubérculos como las patatas y la mandioca (yuca) no deben incluirse entre las frutas y verduras.

Una revisión internacional de alto nivel sobre el consumo de frutas y verduras y el riesgo de cáncer coordinada por el Centro Internacional de Investigaciones sobre el Cáncer (CIIC) concluyó que el consumo de frutas y verduras puede reducir el riesgo de cáncer, y en particular de cánceres gastrointestinales. El CIIC calcula que la fracción prevenible de cánceres debidos a una ingesta insuficiente de frutas y verduras oscila en todo el mundo entre el 5% y el 12%, y entre el 20% y el 30% en el caso de los cánceres gastrointestinales.

El mandato de la OMS

El mandato de la OMS consiste en mejorar la salud pública mundial, prestando especial atención a la reducción de las desigualdades en materia de salud. En 2002, los Estados Miembros pidieron a la OMS que elaborara una Estrategia mundial sobre régimen alimentario, actividad física y salud en el contexto del aumento de la carga de enfermedades crónicas. Durante una serie de reuniones consultivas regionales para elaborar la estrategia, los Estados Miembros señalaron la importancia de que la Organización colaborara con ellos de forma proactiva para ayudarlos a incrementar el consumo de frutas y verduras.

En mayo de 2004, la 57ª Asamblea Mundial de la Salud aprobó la Estrategia mundial sobre régimen alimentario, actividad física y salud, que ofrece a los Estados Miembros y a otras partes interesadas una serie exhaustiva de opciones de políticas que, si se aplican plenamente, reducirán significativamente las enfermedades crónicas y sus factores de riesgo comunes, entre ellos el escaso consumo de frutas y verduras.

Teniendo en cuenta este mandato de la 57ª Asamblea Mundial de la Salud y los reconocidos beneficios del consumo de frutas y verduras, la OMS se propone fomentar activamente dicho consumo en todo el mundo, y en especial en los países en desarrollo. La incorporación del consumo de frutas y verduras a la prevención nacional de las enfermedades crónicas y a los programas de salud escolar es un objetivo central.

lunes, 11 de julio de 2011

TE VERDE, TAI CHI Y OSTEOPOROSIS.







El té verde y el Tai Chi aumentan la salud ósea de las mujeres postmenopausicas
El té verde y el Tai Chi aumentan la salud ósea de las mujeres que han pasado la menopausia, según un estudio del Centro de Ciencias de la Salud de la Universidad Tecnológica de Texas en Estados Unidos que se ha hecho público durante el encuentro Biología Experimental 2011.
El té verde está lleno de componentes llamados polifenoles conocidos por su potente actividad antioxidante y muchos estudios han mostrado que las personas que consumen los niveles más elevados de esta infusión tienen menores riesgos de enfermedades degenerativas crónicas graves como enfermedad cardiovascular y osteoporosis.
La investigadora Chawan-Li Shen ha desarrollado un modelo animal basado en ratas hembra de mediana edad a las que se han extirpado los ovarios con el que estudió los efectos del consumo de té verde sobre la protección contra la descomposición de la microarquitectura ósea. En humanos, esto conduce a la osteoporosis, un trastorno común en las mujeres mayores. Shen espera que sus descubrimientos puedan aplicarse también a las mujeres postmenopáusicas.
En su trabajo más reciente Shen se centró en mujeres postmenopáusica e investigó el potencial del té verde en conjunto con el Tai Chi, una forma tradicional china de ejercicio aeróbico moderado basado en la filosofía cuerpo-mente, para aumentar la fuerza ósea.
En el estudio participaron 171 mujeres postmenopáusicas de una edad media de 57 años que tenían huesos débiles por una osteoporosis no completa que fueron divididas en cuatro grupos: placebo sin tai chi (placebo); 500 mg/día de polifenoles del té verde sin tai chi (GTP); placebo y tai chi (placebo+TC); y polifenoles de té verde y tai chi (GTP+TC). El estudio duró seis meses, durante los cuales se tomaron muestras sanguíneas y de orina y se evaluó la fuerza muscular.
Los resultados muestran que el consumo de GTP, un nivel equivalente al de 4 a 6 tazas de té verde diarias, y la participación en el tai chi de forma independiente aumentaron los marcadores de salud ósea a los 3 y 6 meses, respectivamente. Un efecto similar se descubrió en la fortaleza muscular a los 6 meses. Los participantes que tomaban clases de tai chi también decían sentir beneficios significativos en su calidad de vida en términos de mejora en la salud emocional y mental.
Los autores destacan el efecto de mejora sustancial de los polifenoles y el Tai Chi en conjunto sobre los marcadores biológicos de estrés oxidativo. Dado que el estrés oxidativo es el principal precursor de la inflamación, el descubrimiento sugiere que el té verde y el tai chi podrían ayudar a reducir la etiología subyacente no sólo de la osteoporosis sino también de otras enfermedades inflamatorias también.
Shen y su equipo concluyen que existe un "efecto favorable en el consumo moderado de té verde sobre la remodelación ósea en esta población pre-osteoporótica" y esperan que pronto puedan completar un estudio a más largo plazo utilizando medidas más técnicas de la densidad ósea.
EUROPA PRESS
LUNES,11DE ABRIL,2011

domingo, 10 de julio de 2011

TE VERDE DISMINUYE COLESTEROL.







El té verde reduce el colesterol "malo"
Seguro que los amantes del té verde tienen motivos de sobra para tomar esta infusión, pero ahora los datos de un estudio médico confirman los beneficios que puede generar esta bebida. Según una investigación, publicada por la revista 'American Journal of Clinical Nutrition', tomarlo diariamente conduce a una reducción del colesterol 'malo', lo que vendría a confirmar la relación observada hasta ahora entre su consumo y un menor riesgo cardiovascular.
La investigación ha incluido los resultados de 14 ensayos previos. En cada uno, los expertos dividieron al azar a las personas en dos grupos: quienes habían bebido té o un extracto durante períodos entre tres semanas y tres meses y otro con un placebo. En promedio, los bebedores de té verde finalizaron los estudios con 7,2 miligramos por decilitro (mg/dL) de colesterol menos que los grupos de control.
La reducción del colesterol LDL o colesterol 'malo' fue de 2,2 mg/dL,una caída algo menos del 2%. Por el contrario, apenas se produjo diferencia en el nivel de colesterol HDL o 'bueno' entre los grupos.
Este efecto reductor del colesterol se debería, según los autores, aunas sustancias químicas llamadas catequinas, presentes en el té verde, que limitan la absorción del colesterol en los intestinos.
A pesar de este beneficio, el director del Programa de Prevención de la Enfermedad Cardíaca de la Universidad Irvine de California (EE.UU), Nathan Wong advierte de que "no se les debería recomendar a los pacientes con colesterol alto sustituir los fármacos con efectos comprobados por el té".
Algunos expertos han venido cuestionando los efectos adversos del consumo excesivo del té verde o de sus extractos. Existen, por ejemplo, varios informes de daño hepático y de interacciones con ciertos medicamentos que reducen la efectividad de los fármacos. Sin embargo, Wong ha señalado que, tomado en dosis pequeñas, el té "sería un componente útil en una dieta saludable para el corazón" y con efectos que superan a la reducción del colesterol.
Actualmente la población estadounidenses bebe poco té verde, según este investigador, sería conveniente alentar a la población a consumir moderadamente este té por sus efectos para la salud.
ELMUNDO,ES – REUTERS/EP
VIERNES 8 DE JULIO, 2011

domingo, 26 de junio de 2011

ALGAS MARINAS, EXCELENTES NUTRIENTES.



Caracterización toxicológica de las macroalgas marinas Hypnea spp y Sargasun spp para la futura utilización en la alimentación y la salud animal como humana

Resumen

El estudio y la investigación creciente en la industria alimenticia, farmacológica así como en la cosmeticología ha provocado que se analicen variantes novedosas como las macroalgas marinas. La moderna agricultura como ciencia, además del cultivo y explotación racional de los peces, crustáceos y moluscos, contempla una importante área de investigación y desarrollo como lo son las macroalgas marinas. Las algas constituyen el primer eslabón de la cadena trófica que más eficientemente aprovecha la energía radiante, la transforma y almacena en forma de energía molecular y la pone a disposición de los otros niveles tróficos de los ecosistemas marinos.

En países desarrollados se han efectuado intentos de la utilización de macroalgas marinas para la alimentación suplementaria animal aunque en la actualidad no existen investigaciones publicadas sobre dicha práctica en países subtropicales y tropicales como Cuba, país de grandes extensiones costeras, con una flora rica, variada, exuberante y típicamente caribeña, no se ha explotado suficientemente este importante recurso natural, Barrios (2002). Los estudios Toxicológico realizados por el Centro Nacional de Sanidad Agropecuaria de Cuba CENSA y el Grupo de Investigaciones Novedosas y de Impacto (GINI) de la Universidad de Matanzas Camilo Cienfuegos realizados a las macroalgas marinas Sargassum spp e Hypnea Spp, demostraron la inocuidad de las mismas por lo que se considera desde el punto de vista toxicológico un candidato seguro y fiable para la Industria alimenticia, la cosmeticología y la farmacología ya sea animal como humana.

PALABRAS CLAVES.Macroalgas Marinas; Hypnea ; Sargassum; Toxicología; Alimentación Animal; Farmacología; Cosméticos; Salud animal; Salud Humana.

Introducción
La alimentación animal ha sido y es, una problemática, para cualquier productor. La utilización de alimentos de bajo costo de producción y que presenten una alta calidad nutritiva, es en la actualidad, un problema muy difícil de resolver, ya que casi siempre están directamente relacionado, los altos costos, con la buena calidad nutritiva que presente el alimento, por lo que la utilización de variantes novedosas, baratas y factibles es un real incentivo para cualquier productor del orbe.

La moderna agricultura como ciencia, además del cultivo y explotación racional de los peces, crustáceos y moluscos, contempla una importante área de investigación y desarrollo como lo es las macroalgas marinas. Las algas constituyen el primer eslabón de la cadena trófica que más eficientemente aprovecha la energía radiante, la transforma y almacena en forma de energía molecular y la pone a disposición de los otros niveles tróficos de los ecosistemas marinos (Pérez, 2002).

Muchas algas son utilizadas en la actualidad en alimentación, cosmética o con fines medicinales. La talasoterapia emplea el agua de mar en diversas terapias pero también es cierto que determinados vegetales del mar tienen una gran importancia terapéutica, y en algunos centros a los pacientes se les frota el cuerpo con algas marinas con fines terapéuticos, lo que se viene a denominar como algoterapia. Desde el tratamiento de la seborrea hasta la celulitis las algas como el sargazo vejigoso o distintas especies de laminaria o el mismo fucus vejigoso desempeñan un papel muy importante ( Sisa, 2000)

Desde hace mucho tiempo se han utilizado las algas para la alimentación animal, pero en los climas cálidos las investigaciones han sido pocas. Las harinas de algas de calidad han constituido, con buenos resultados, hasta un 10 % de los piensos para los bovinos, las mismas pueden incluirse en pequeñas proporciones en la dieta sin ningún detrimento para la producción animal, todas en general son muy ricas en vitamina A y al parecer ayudan a combatir los parásitos intestinales (Bo Gol, 1982).

En países desarrollados se han efectuado intentos de la utilización de macroalgas marinas para la alimentación suplementaria avícola aunque en la actualidad no existen investigaciones publicadas sobre dicha práctica en países subtropicales y tropicales. Cuba, país de grandes extensiones costeras, con una flora rica, variada, exuberante y típicamente caribeña, no ha prestado suficiente atención a este importante recurso natural, Barrios (2002).

Ciertos países desarrollados han comenzado a investigar la importancia de la utilización de algunas macroalgas como alimento humano debido a su elevadísimo contenido en vitaminas, sales minerales,ácidos grasos poliinsaturados, proteínas de alto valor y a su bajo contenido calórico, además, se ha visto que aumentan la longevidad de las comunidades que las consumen habitualmente ( Magaña, 2000).

Desde hace tiempo, se reconoce que las algas marinas son un alimento beneficioso para la salud, recientemente se revalorizó, al confirmarse que las grasas de algas y en especial los ácidos grasos omega-3 de cadena larga (C20 y más largas) son un factor indispensable en la dieta del hombre y animales, para que puedan disfrutar de una buena salud. Normalmente, es común encontrar que las dietas, tanto en el hombre, como en los animales criados intensivamente, no están convenientemente equilibradas, en relación con el consumo de grasas y más concretamente los ácidos grasos poliinsaturados. En investigaciones efectuadas por 5 años, se comprobó que en la dieta corriente de animales descendió la proporción de ácidos grasos mega-3 (n-3), mientras que aumentaron los ácidos grasos omega-6 (n-6). Ahora bien, con el complemento de los lípidos de algas, que son ricos en ácidos grasos omega-3, de cadena larga, puede conseguirse el equilibrio (Matey, 1996).
El mismo autor considera que la proporción óptima de ácidos grasos n-6:n-3, debe ser en torno a 5:1, siempre que los ácidos grasos n-3 sean EPA y DHA, que se encuentran principalmente en aceites de pescado y determinadas algas marinas y naturalmente, también se identifican en los lípidos de las harinas de pescado. El DHA es un ácido graso perteneciente al grupo Omega 3 que no se produce en el organismo y que debe ser aportado a través del consumo de productos ricos en este tipo de lípidos. Su papel antiplaquetario, su "poder " para aumentar la capacidad de aprendizaje y rapidez cerebral en el desarrollo del feto, le convierten en uno de los lípidos más necesarios, pero su consumo es muchas veces deficitario. Tan sólo los esquimales, cuya dieta es rica en pescados, poseen unos niveles elevados de DHA, y es precisamente en esta población donde la ciencia descubrió hace años que la incidencia de enfermedades coronarias era casi anecdótica. Así fue como algunas compañías decidieron añadir hace años aceite de pescado al pienso de las gallinas y lograr así huevos enriquecidos con ácidos Omega
Cuando los ácidos grasos n-3, se ingieren masivamente como ácido linolénico (que se encuentra en los aceites de plantas como el Maíz), su eficacia resulta más limitada y además varía según la especie de los animales que los ingieren, por otro lado, cuando la relación 5:1 aumenta, la efectividad aún se reduce más.(Marcano, 2002).
Actualmente se plantea que 1000 Kg. de ganado pueden producir como máximo, 1 Kg. de proteínas en 24 horas, mientras que las algas micro y macroscópica necesitan 1 a dos días para duplicar su Biomasa, es decir 1000Kg. de alga en 48 horas se transforman en 2000 Kg. de dicha materia (Bo Gol, 1982).
La harina de algas no es tóxica y puede utilizarse para aportar toda la proteína que haga falta, sin ningún efecto nocivo. El material desecado permanece estable después de un almacenamiento de 6 meses, por lo menos se ha llegado a la conclusión de que algunas harinas de algas tiene el mismo valor proteico que el de la harina de carne o hueso. Esta harina es rica en xantofila (2,2g/Kg.) y da un buen color a las yemas de huevo, también se ha utilizado como principal fuente de proteína en la Avicultura y en la Porcino cultura, es dicha harina pobre en caloría y rica en vitaminas y minerales siendo aceptada muy bien por las aves y el cerdo (Scagel, 1997).
No existen en las áreas tropicales y subtropicales estudios toxicológicos serios sobre las especies Sargassum spp e Hypnea spp por lo que dicho estudio confirmaría la inocuidad de dichas algas marinas y corroboraría la factibilidad en su utilización nutricional y medica así como pudiera ser un candidato en la industria de los cosmeticos (Barrios 2002)



Según lo planteado por Valentín (1988), el género Sargasum es el que más ampliamente esta distribuido en Cuba y con mayor número de especies y subespecies Ejemplo de especies encontradas tenemos: Sargasum vulgare, S. natans y S.rigidulum. (en Cuba existen 14 )

La importancia indirecta que para el hombre tienen las algas pardas se debe a sus posibilidades como productores primarios, ya que muchos organismos se alimentan de sus tejidos o del detritus de la descomposición de los mismos.

Las algas pardas se utilizan en la fabricación de harinas para piensos, en algunos casos en que la alimentación básica de los animales carece de algunas vitaminas y minerales. La harina elaborada se une a otra confeccionada con pescado seco, aceite de pescado, conchas, bicarbonato de Sodio y de Calcio, como parte de la ración en la alimentación animal obteniéndose resultados formidables (Scagel, 1997).

El valor nutritivo de las algas depende de factores tales como: especie, la época del año, la temperatura del agua etc. para lo cual si queremos obtener harina de buena calidad debemos secarlas rápidamente sin dejar que se sobrecalienten .Su utilización en esta forma, ha constituido con buenos resultados siendo incluida en un 10% de los piensos para los bovinos(Bo Gol, 1982).

En otras partes del mundo, como por ejemplo en Canadá, científicos de Austria en un proyecto conjunto utilizan algas (Ascophyllum nodosum) en el 100% de la dieta, estas macroalgas marinas arriban a la costa Norte de Canadá, planteándose que contiene nutrientes y trazas de minerales esenciales para la vida incrementándose así, notablemente la producción, esta alga ha sido utilizada en la alimentación de Caballos, Ovejas, Gallinas, Vacas, Cerdo, y Langostas por más de 5 años de experiencia considerándose como un suplemento eficiente en la dieta de todas estas especies (Elssenwenger, 2002 )

Mientras que en el año 2000 el Departamento de Nutrición de La Universidad de Bodenkultur, Viena, Austria, recomendó la aplicación de Fitoaditivos compuestos por algas en las crías intensivas de ganados ya sean porcinos, como Bovinos y hasta para la crianza de aves lo consideran un suplemento especial y atóxicos ( Dedl y Elssenwenger, 2000).


Los minerales en las algas aunque varían dependiendo de las especies son bien presentes en mayor o menor cantidad (Sisa, 2000). Los principales componentes son:

· Calcio: Regulador del sistema neurovegetativo
· Magnesio: Favorece las defensas y activa las funciones celulares
· Potasio: Estimula la diuresis ejerciendo influencia sobre el corazón
· Cloro: Interviene en el equilibrio ácido- básico
· Yodo: Importante en el funcionamiento de las glándulas tiroideas y en todo el organismo, incide en la sangre, arterias, el envejecimiento y la fatiga
· Cobre, cinc y manganeso: Estimulan y reequilibran las glándulas internas
· También están presentes: fósforo, hierro, silicio, flúor, litio, bromo, oro, plata
Las algas son ricas en proteínas y en estado seco presentan entre un 10% y un 50% gracias a su presencia elevada en aminoácido y vitaminas, es por ello que las algas y vegetales marinos pueden ser efectivos en diferentes enfermedades. Su vital importancia no radica en el nivel cuantitativo de proteínas sino en la calidad e importancia de sus aminoácidos.
Las algas presentan sustancias antioxidantes por tanto permiten el no envejecimiento y la no oxidación celular
Las principales vitaminas que presentan las algas son: Vitaminas: A, complejo B, C, D, E y K entre otras

OBJETIVO GENERAL:
Demostrar que las macroalgas marinas Sargassum spp e Hypnea spp no presentan efectos ni manifestaciones toxicológicas para nuestros animales en experimentación siendo un candidato factible a investigar nutricional y farmacológicamente, además de sus posibles usos en la industria cosmeticológica

OBJETIVOS ESPECIFIOS:
1. Realizar un estudio toxicológico de la Macroalgas marinas para comprobar su inocuidad en nuestros animales domésticos.

MATERIALES Y METODOS
Se efectuaron evaluaciones de la toxicidad aguda dérmica e irritabilidad ocular “in vivo en conejos según normas ISO Internacional 10993-10 parte 10 Ensayos de irritación y sensibilización.

Realizamos un estudio de toxicidad aguda oral en conejos y ratas en una mezcla de algas marinas empleada para la alimentación mediante el ensayo de clasificación de toxicidad aguda según lo establecido en el Protocolo de Clasificación de Toxicidad Aguda (Schelede 1992).

Se efectuará un diseño completamente aleatorizado para el grupo de animales en estudio realizándose la evaluación de la irritabilidad dérmica y el comportamiento del peso corporal por sexo. Para el procesamiento estadístico empleamos el paquete SPSS versión 12.0

RESULTADOS
Al efectuar la evaluación de la toxicidad aguda dèrmica e irritabilidad ocular “in vivo en conejos se pudo constatar:

En cuanto al comportamiento de la masa corporal de los animales empleados en el ensayo, no se

evidenciaron alteraciones significativas. No se observaron signos de irritación en la piel de ninguno de los animales utilizados en el estudio. El análisis macroscópico no evidenció alteraciones de las estructuras de la piel que pudieran relacionarse con algún proceso imitativo en ninguna de las muestras estudiadas confirmando los resultados clínicos. En la evaluación del efecto irritante de la mezcla de algas se obtuvo un Índice de Irritación Dérmica Primaria (IDP) = 0, valor inferior al Limite Irritante de 5 propuesto por las Regulaciones Internacionales (FDA, 1982; OECD, 1992) por lo que el producto evaluado, puede considerarse como no irritante, cuando se aplica sobre la piel. Se pudo apreciar que la administración aguda por vía tópica de la mezcla de algas marinas no provocó síntomas tóxicos ni letalidad en el periodo de observación de 14 días en ninguno de los animales tratados. Se muestra el comportamiento del peso de los animales de cada uno de los grupos de tratamiento a los diferentes intervalos de tiempos estudiados. De forma general se observa un incremento significativo del peso en todos los animales), sin diferencia (p<0.05) al comparar animales tratados y controles de un mismo sexo.


Al evaluar la ganancia de peso no se observaron diferencias significativas entre ambos grupos, lo que pone de manifiesto la no presencia de efecto tóxico demostrable, pues todos los animales ganaron peso corporal dentro del rango fisiológico de la especie respecto a su edad. El análisis estadístico de los resultados mostró distribución normal del peso al inicio del estudio y demostró que la variable tratamiento no tenía influencia en el resultado final.
En el análisis macroscópico posterior a la necropsia no se encontraron evidencias de alteraciones histopatológicas. El peso relativo de los órganos estudiados tuvo un comportamiento similar entre animales de un mismo sexo tratados y controles, no observándose diferencias significativas de los pesos relativos de los órganos estudiados.
Estos resultados fueron corroborados en la observación macroscópica donde no se encontraron alteraciones macroscópicas de interés en ninguno de los órganos, ni estructuras de piel analizadas; por lo que se demuestra que la aplicación de la mezcla de algas en la piel de conejos no produce efecto tóxico agudo

En las observaciones clínicas realizadas a córnea, iris y conjuntiva no se encontraron lesiones que muestren signos de toxicidad en ninguno de los animales tratados.
El grado de respuesta obtenido según el sistema de clasificación utilizado fue cero; la mezcla de algas marinas (Sargasum vugare; Sargasum natans y Sargasum rigidulum y Hypnea spp) no produjo ninguna alteración tóxica en córnea, iris y conjuntiva, quedando clasificada como NO irritante a los ojos.

El estudio de toxicidad aguda oral en conejos arrojo los siguientes resultados:

El ensayo concluyó con un 100 % de supervivencia. En ninguno de los animales involucrados en el estudio se presentaron alteraciones etiológicas, manteniendo una respuesta normal ante los estímulos. Todos los animales consumieron alimento de manera estable dentro de los rangos normales establecidos para la especie (180 g/animal/diario), lo cual se tradujo en aumento progresivo del peso corporal sin diferencias significativas en la ganancia del peso entre animales controles y tratados de un mismo sexo.
Estos resultados fueron corroborados en la observación macroscópica donde no se encontraron alteraciones anatomopatológica de interés en ninguno de los órganos estudiados que pudieran asociarse a la sustancia en estudio. El peso relativo de los órganos estudiados tuvo un comportamiento similar entre animales de un mismo sexo tratados y controles, no observándose diferencias significativas de los pesos relativos de los órganos estudiados. Según lo establecido en el Protocolo de Clasificación de Toxicidad Aguda (Schlede ,1992), la mezcla de algas, tiene una ATC =0, por lo que la DL50 en conejos esta por encima de los 2 000 mg/kg p.c.

Mientras que el estudio de Toxicidad aguda oral en ratas arrojó que: El ensayo concluyó con un 100 % de supervivencia. En ninguno de los animales involucrados en el estudio se presentaron alteraciones etiológicas, manteniendo una respuesta normal ante los estímulos. Todos los animales consumieron alimento de manera estable dentro de los rangos normales establecidos para la especie (180 g/animal/diario), lo cual se tradujo en aumento progresivo del peso corporal sin diferencias significativas en la ganancia del peso entre animales controles y tratados de un mismo sexo.
Estos resultados fueron corroborados en la observación macroscópica donde no se encontraron alteraciones anatomopatológica de interés en ninguno de los órganos estudiados que pudieran asociarse a la sustancia en estudio. Según lo establecido en el Protocolo de Clasificación de Toxicidad Aguda (Schlede , 1992), la mezcla de algas, tiene una ATC =0, por lo que la DL50 en ratas está por encima de los 2 000 mg/kg p.c..

CONCLUSIONES
Las macroalgas marinas Sargassum spp e Hypnea spp no presentan ningún evento toxicológico que

puedan afectar a nuestros animales domesticos.


Se pudo constatar que los animales tratados presentaron muy buen estado de salud durante la ingestión de dichas algas.

RECOMENDACIONES
Seguir profundizado en el tema y evaluar la acción antioxidante, así como las propiedades nutricionales, cosmeticológicas y farmacológicas que presentan las macroalgas marinas.

Estudiar otras especies de algas las cuales nunca han sido sujeto de investigación

BIBLIOGRAFIA
Barrios G.V (2002) Estudio de la utilización de Macroalgas marinas para la alimentación animal por primera vez en Cuba. Tesis de Grado. Biblioteca,. Facultad Medicina Veterinaria. UNAH. Fructuoso Rodríguez.

Bisse, J.(1983). Diccionario Taxonómico. Facultad de Biología .Universidad de la Habana. Ciudad de la Habana. Cuba. Pág. 6-73.

Bo Gol, R. (1982). Piensos Tropicales. Resúmenes informativos sobre piensos y valores nutritivos. Edit. Fundación Internacional para la Ciencia Estocolmo, Suecia. Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación. Roma. Italia. Pág. 427-458.

Dedl, H & Elssenwenger, T. (2000). Effects of Herbal Extracts in Pig Fatteting. Delacon Biotechnik Gmbh, Weissenwolffstr. 14. A-4221 Steyreegg. Austria. Disponible en : office@delacon. Com. Consultado: 3 de marzo del 2002.

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Tylor, W. R. (1960). Marine Algae of Eastern Tropical and Subtropical Coast of the America. EUA. Pág. 1063-1067.

Magaña, J.A. (1998). La Salud Animal y el Empleo de Técnicas Apropiadas. Guantánamo. Cuba. Pág.36-41.

Marcano, J.R. (2002) Salud Animal y Fitoaditivos con algas. Trbajo de Grado. Escuela de Agronomía. Universidad de Oriente. Pág.6-19.

Matey, P. (1996). La guerra de los Huevos. Hemeroteca. Nutrición/Alimentos enriquecidos.No. 205. Disponible en: laguerradeloshuevo@.com.inta.gov.ar. Consultado: 26 de Mayo del 2002.

Normas ISO Internacional 10993-10 parte 10 Ensayos de irritación y sensibilización.

Pérez, J.; Buriel, A.; Caraballo y Millan, J. (2002). Macro algas marinas. Rev. Agricultura Tropical. Vol. 28. No.3. Pág. 275-282.

Sisa, J. (2000) CD Romm Fitoterapia y Natura. Disponible en : joan@ecoaldea.com. Consultado: 27 de mayo del 2002.

Valentín, S. (1988). Tratado de Botánica. Edición Rev. Fac. de Biología. Universidad de la Habana. Ciudad de la Habana. Cuba. Pág.3-97.

INSTITUCIONES IMPLICADAS EN LA INVESTIGACION
Universidad de Matanzas Camilo Cienfuegos UMCC ; Centro Nacional de Sanidad Agropecuaria CENSA; Instituto de Ciencia Animal ICA

AUTOR:
Dr. M.V. Vladimir Barrios González

CO AUTORES
Dr Roberto Castillo Msc, Dr MV Ivanhoe González Sánchez Sc Ph, Dra. Lourdes Savón Valdés. Sc Ph, Dr. Gabriel Coto Sc Ph

Datos del autor:

Doctor en Medicina Veterinaria Vladimir Barrios González

Graduado en el año 2002. Profesor Instructor e Investigador de la Universidad de Matanzas Camilo Cienfuegos de Cuba. Presidente del Consejo Cientifico Veterinario de la Universidad UMCC